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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ESTA É A TRISTE REALIDADE


Este sim um dos melhores E-mails que já recebi…sempre atual, e que partilho convosco.

TROCA  DE  IDOSOS  POR  RECLUSOS !  


Admitamos que esta proposta reflecte uma triste realidade…uma ideia a explorar…

COLOCAR OS NOSSOS IDOSOS NAS CADEIAS, E OS DELINQUENTES FECHADOS NAS CASAS DOS VELHOS.

DESTA FORMA, OS IDOSOS TERIAM TODOS OS DIAS:

Acesso a um duche, lazer, passeios.

Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar roupa etc.

Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita.

Estariam permanentemente acompanhados.
Teriam refeições quentes, e a horas.
 
Não teriam que pagar renda pelo seu alojamento.
 
Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência, totalmente gratuita.
 
As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade.
 
Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia o correio directamente em mão.
 
Teriam um local para receberem a família ou outras visitas.
 
Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física/espiritual.

Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador, instalações e equipamento gratuitos.
 
Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal.
 
Teriam assistência jurídica gratuita.
 
Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios.
 
Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa.
 
Teriam um secretariado de apoio, e ainda Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos, Televisões, Amnistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.
 
O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.
 
Ser-lhes-iam reconhecidos todos os
direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.

POR OUTRO LADO, NAS CASAS DOS IDOSOS, OS DELINQUENTES:

Viveriam com € 200 numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos.
 
Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.
 
Teriam que tratar da sua roupa.
 
Viveriam sós e sem vigilância.
 
Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.
 
De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados.
 
Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.
 
As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância.
 
Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica.
 
Não teriam ninguém a quem se queixar.
 
Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha.

Passariam frio no Inverno porque a pensão de € 200 não chegaria para o aquecimento.
 
O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas, a Fátima, o Goucha,
 a Júlia Pinheiro e afins na televisão.
 
Desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes não agradeceriam?...


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Coisas da Minha Terra - 4º aniversário

"COISAS DA MINHA TERRA" completou 4 (quatro) anos.


PORQUÊ ESTE VÍDEO?!!!

...para que o G 20 (as 20 economias mais "ricas do mundo") se deixem de hipocrisias e disputas pelo poder.

vê em 1080p.HD e Ecrã inteiro

terça-feira, 14 de junho de 2011

Sr. Padre Lucas Pio - AGRADECIMENTO

O sr. padre Lucas Pio
Fez chegar até "Coisas da Minha Terra" os seguintes documentos pedindo que os publicasse como forma de agradecimento pelo carinho que sentiu no seu 44º aniversário.

Nota: clica nas imagens para as ampliares.

domingo, 12 de setembro de 2010

A saúde mental dos portugueses

Penso que a maior parte de nós ou algum familiar já passou, ou está a passar, por momentos de depressão (quer o queiramos reconhecer ou não), o que me leva a transcrever este artigo do médico psiquiatra Pedro Afonso, publicado no Público, 2010-06-21

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"Alguns dedicam-se obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas.
Recentemente, ficámos a saber, através do primeiro estudo epidemiológico nacional de Saúde Mental, que Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população.
No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque assisto com impotência a uma sociedade perturbada e doente em que violência, urdida nos jogos e na televisão, faz parte da ração diária das crianças e adolescentes. Neste redil de insanidade, vejo jovens infantilizados incapazes de construírem um projecto de vida, escravos dos seus insaciáveis desejos e adulados por pais que satisfazem todos os seus caprichos, expiando uma culpa muitas vezes imaginária. Na escola, estes jovens adquiriram um estatuto de semideus, pois todos terão de fazer um esforço sobrenatural para lhes imprimirem a vontade de adquirir conhecimentos, ainda que estes não o desejem. É natural que assim seja, dado que a actual sociedade os inebria de direitos, criando-lhes a ilusão absurda de que podem ser mestres de si próprios.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque, nos últimos quinze anos, o divórcio quintuplicou, alcançando 60 divórcios por cada 100 casamentos (dados de 2008). As crises conjugais são também um reflexo das crises sociais. Se não houver vínculos estáveis entre seres humanos não existe uma sociedade forte, capaz de criar empresas sólidas e fomentar a prosperidade. Enquanto o legislador se entretém maquinalmente a produzir leis que entronizam o divórcio sem culpa, deparo-me com mulheres compungidas, reféns do estado de alma dos ex-cônjuges para lhes garantirem o pagamento da miserável pensão de alimentos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque se torna cada vez mais difícil, para quem tem filhos, conciliar o trabalho e a família. Nas empresas, os directores insanos consideram que a presença prolongada no trabalho é sinónimo de maior compromisso e produtividade. Portanto é fácil perceber que, para quem perde cerca de três horas nas deslocações diárias entre o trabalho, a escola e a casa, seja difícil ter tempo para os filhos. Recordo o rosto de uma mãe marejado de lágrimas e com o coração dilacerado por andar tão cansada que quase se tornou impossível brincar com o seu filho de três anos.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque a taxa de desemprego em Portugal afecta mais de meio milhão de cidadãos. Tenho presenciado muitos casos de homens e mulheres que, humilhados pela
falta de trabalho, se sentem rendidos e impotentes perante a maldição da pobreza. Observo as suas mãos, calejadas pelo trabalho manual, tornadas inúteis, segurando um papel encardido da Segurança Social.

Interessa-me a saúde mental dos portugueses porque é difícil aceitar que alguém sobreviva dignamente com pouco mais de 600 euros por mês, enquanto outros, sem mérito e trabalho, se dedicam impunemente à actividade da pilhagem do erário público. Fito com assombro e complacência os olhos de revolta daqueles que estão cansados de escutar repetidamente que é necessário fazer mais sacrifícios quando já há muito foram dizimados pela praga da miséria.

Finalmente, interessa-me a saúde mental de alguns portugueses com responsabilidades governativas porque se dedicam obsessivamente aos números e às estatísticas esquecendo que a sociedade é feita de pessoas. Entretanto, com a sua displicência e inépcia, construíram um mecanismo oleado que vai inexoravelmente triturando as mentes sãs de um povo, criando condições sociais que favorecem uma decadência neuronal colectiva, multiplicando, deste modo, as doenças mentais.

E hesito em prescrever antidepressivos e ansiolíticos a quem tem o estômago vazio e a cabeça cheia de promessas de uma justiça que se há-de concretizar; e luto contra o demónio do desespero, mas sinto uma inquietação culposa diante destes rostos que me visitam diariamente."

Pedro Afonso

Médico psiquiatra

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